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LINO
CESAR OVIEDO
(Artiglos novos de pediodico) |
| A
parcialidade informativa no caso Lino Oviedo |
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| José
Bernardo Godoy |
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Asunción
(opinião) Resulta incrível a atitude parcial
de certos setores da imprensa internacional, que sistematicamente
obviam, ignoran informação pública de
suma importância ,quando a mesma faz referência
de personagens aos que maliciosamente foram enquadrados numa
postura assumida mais por razões emocionais que por
motivos valedouros e comprováveis. Este é um
defeito profissional que como jornalistas jamais queremos
reconhecer. E é a tendência de publicar somente
o que os donos da mídia nos permitem. Isto significa
que devemos deixar de rasgar as vestes quando falamos da manipulação
informativa e queremos levantar bem alta nossa suposta “independência
jornalística”
Não é minha intenção fazer jornalismo
de jornalistas, mas façamos um “mea - culpa”,
abandonemos a hipocrisia e reconheçamos nossa parcialidade,
que em temas específicos todos fizemos alguma vez e
continuaremos fazendo vencidos pelas pressões midiáticas
e por não perder nossos trabalhos.
É de se destacar no Caso do general Lino César
Oviedo, a tendenciosa informação e conceitualização
discriminatória e pejorativa dos termos constitutivos
da notícia propriamente dita . Quando se faz referência
à pessoa do general Oviedo, sistemáticamente
se estigmatiza esta pessoa con conceitos agregados no corpo
da notícia, tais como: ex - general golpista, ex –
militar prófugo, asilado político, etc. Estes
verdadeiros preconceitos, fruto da nossa própria opinião,
ou imposição dos nossos editores, nos afastam
de uma das principais funções éticas
e pilar da nossa amada profissão: a imparcialidade
na informação...
A saber: Lino Oviedo não é um asilado político.
Pelo contrário o Supremo Tribunal do Brasil lhe deu
completa liberdade para habitar e transitar no solo brasileiro
quando executou o ditame por unanimidade, com data no dia
17 de dezembro 2001 que a solicitude de extradição
do governo paraguaio, encobria uma perseguição
política manifesta. Ou seja que o correto seria, se
o jornalista quisesse acrescentar algum qualificativo pessoal
sobre o referido, sua qualidade de perseguido político...
Estas coisas não acontecem quando inevitavelmente se
posiciona “opinião publicada” em ponto
crucial: o prejuízo instituido diante de uma personalidade
determinada, com complexo agravante da difundida tendência
sul- americana à rejeição sistemática
e repulsiva a toda figura que proceda dos quadros pertencentes
às Forças Armadas. Com certeza poderemos dar
algo de crédito à semelhante discriminação
pelo padecido nos países da região sob o incômodo
das ditaduras geradas desde esse setor integrante da sociedade
.
Mesmo assim, nada justifica que nosso papel social como comunicadores,
de difundir a informação a nossa sociedade de
forma independente de toda tendência , crença
ou inclinação pessoal, claudique sistematicamente
por interesses espúrios que têm infiltrado e
corrompido a uma das mais nobres profissões, a de informar...
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