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LINO
CESAR OVIEDO
(Artiglos novos de pediodico) |
Mais
uma vez a Argentina
abaixou a cabeça |
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| Informação
Especial |
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Um Golpe de Estado encoberto
O continente
Sul-americano viu-se sacudido, mais uma vez, durante l999,
pelos tristes acontecimentos
que enlutaram
o Paraguai
durante os fatos de março de l999,resultado de um raro
ambiente político, das duras lutas internas pelo poder
que os partidos políticos vinham sustendo práticamente
desde o retorno à democracia, depois da furibunda ditadura
de Alfredo Stroessner, a manipulação política
na busca do poder tinha chegado a seu ponto culminante. Planejou-se
um magnicídio, a morte do vice- presidente da Repùblica,
o doutor Luis Maria Argaña e até chegou-se a
perpetrar uma verdadeira armadilha matando a alheios e próprios
correligionários, para que em um futuro os sanguinários
autores intelectuais de um encoberto golpe de estado, pudessem
pôr-se de pé sobre o sangue dos seus compatriotas
para tentar justificar o injustificável.
Não só pelo poder, senão por ódio
e ressentimento para seus oponentes se construiu tamanho complô.
Os fatos resultaram, para os que os planejaram, na renúncia
do Presidente constitucional do Paraguai, Raul Cubas Grau,
e a obrigada saída para a Argentina na busca de refúgio
de Lino César Oviedo. Aquele 28 de março de l999,
Oviedo chegou ao aeroporto de Don Torcuato, na periferia de
Buenos Aires, pouco mais que com a roupa do corpo, mas esperando
o abraço protetor de um país que amava e tinha
demonstrado em várias oportunidades.
O sim do Governo de Menem
A resposta positiva ao refúgio de Lino Oviedo foi instantânea, é que
o governo do presidente Carlos Menem, soube interpretar e comprender
imediatamente a jogada taimada de quem pretendiam encumbrar-se
no poder paraguaio injustamente, anti-constitucionalmenteSob
a vista de uma simples análise, dava para ver que a
Oviedo o perseguiam políticamente. Queriam cobrar uma
velha conta que não lhe correspondia pagar ( o suposto
golpe do 96), jogaram-lhe um morto em cima (Argaña)
e como se isto fosse pouco seus detratores organizaram uma
escaramuça na Praça do Congresso que pouco faltou
para que terminasse em um massacre ( 7 mortos e dezenas de
feridos), logicamente atribuindo todos e cada um dos acontecimentos
ao próprio Oviedo.
Mas o horizonte da estadia do ex - general na Argentina estava
se carregando de escuras nuvens. As eleiçoes para o
próximo período presidencial tinham sido ganhadas
pela ALIANÇA e o futuro presidente dos Argentinos era
o doutor Fernando De la Rua. Era de se esperar, que todo o
séquito resultante da mistura política de pseudo-progressistas,
representantes de uma esquerda vernácula, sui generis
e fascista, que se descarregaria nos cargos públicos
provenientes da Aliança, teria um forte cheiro reacionário
para tudo aquilo que tenha ou tivesse boina ... leia-se militares,
marinhos, policiais etc.
Neste contexto, Lino Oviedo representava para os novos políticos
donos do poder na Argentina, os ódios intestinos que
não tinham conseguido resolver por sua própria
imadurez cívica que tristemente se comprovaria dois
anos mais tarde na inoperância política que culminou
com una renúncia presidencial e um país abandonado
covardemente e em bancarrota.
O capricho anti-militar
Naquele contexto de 99, não tinha a menor dúvida
que os futuros popes da política nacional deviam atuar
nas antípodas do Menemismo. Não era admissível
, mesmo que existissem razões valedouras, defender a
nenhum “milico”, de nenhuma parte do planeta e
menos se provinha de algum regime ditatorial militar ( De onde
vinham muitos deles?).
Assim ameaçado pelo que era óbvio, Lino Oviedo,
com cavalheirismo abandonou a Argentina um dia antes que assumisse
a presidência o doutor De la Rua, no dia 9 de dezembro
de 99.
Nós os Argentinos somos direitos e humanos ...Tudo teria
sido diferente se a Argentina tivesse tido a responsabilidade
suficiente para enfrentar com empatia , com madurez institucional
e constitucional um pedido de asilo de quem era manifesto padecia
persecução. Mas como um presidente pusilánime
como o que se aproximava ( De la Rua), um vice-presidente que
fugiu quando mais o necessitava, como Chacho Álvarez,
o que era de se esperar. Foi uma verdadeira oportunidade internacional
perdida. Não me resta a menor dúvida que o exemplar
veredicto do Supremo Tribunal Brasileiro, reconhecendo a perversa
solicitação das autoridades paraguaias daquele
momento, demonstrando a inconsistência e os vícios
de forma que pesam sobre os fatos legais pelos quais se pretente
julgar e inculpar a Oviedo no Paraguai, havería ficado
bacento de haver tomado em suas mãos a Corte Suprema
de Justiça Argentina o caso Oviedo. E não digo
isto por suas referências políticas da Corte,
questionada em algumas ocasiões com acerto e em outras
com desacerto. Senão que me baseio na opinião
unânime dos especialistas de direito quem consideram
a encumeada figura , a nível mundial, dos constitucionalistas
que a integram.
O tempo que cura tudo ou como neste caso mata tudo demonstrou
o que o Supremo Tribunal Federal do Brasil confirmou: Lino
Cesar Oviedo está sendo perseguido políticamente
pelas autoridades do seu país, pelo menos dessa maneira
acontecia até antes de que assumisse o novo presidente
constitucional do Paraguai, Duarte Frutos.
Esperamos que se confirme a mudança de atitude do governo
guarani...
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